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Mostrando postagens de 2021
Mar de rosas
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Nem tudo é um mar de rosas. As vezes é só um oceano vazio Imenso e frio Onde a gente se vê navegando sem rumo. Nem tudo é um mar de rosas. As vezes é só a flor Munida de espinhos que arranham Munida de projeções que machucam sem nenhuma empatia. Nem tudo é só oceano ou só espinho, pois mar de rosas podem acontecer.
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"e o marinheiro ama o regime do céu e das águas, que ecoa a decisão repetida de partir, como o tatuador que ama a página imperfeita da pele e o joalheiro ama o que as pérolas sabem da espera assim eu desejaria te amar, não fosse este tumulto, e esta derrisão e o medo." a vida submarina - ana martins marques
consciência
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As vezes eu sinto que não sei quem sou. Perdida no meu próprio entendimento e singularidade. Vivendo em perspectiva alguns acontecimentos, igual ao que ocorre com a maioria das minhas memórias de infância. Um segundo eu vendo cada cena rolar. E hoje a necessidade me chamar e lembrar que sou eu quem me habito e estou aqui.
âncora
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as vezes é difícil ser ela . o problema? um (nem tão) simples afundar para existir. uma ambivalência frente a função de amparo e segurança necessárias aos possíveis desvios e intempéries do caminho. assumindo formas permanentes ou temporárias diante do vento, tempestade e correnteza. "este poema é uma âncora: é para que você fique sempre aqui" ana martins marques - a vida submarina
caminho
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rumo direção sentido e, as vezes, um itinerário sem nada disso. percursos que se misturam cruzam confundem e invertem, pois o ponto de chegada nem sempre quer ser ponto de partida. é trajeto desconhecido e em mente, sempre a pergunta: onde isso vai dar? é caminho que constrói é distância que afugenta são passos e mais passos que separam ou aproximam de um espaço - ainda - desconhecido.
O que cabe no silêncio?
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landscape dream - FitaCola O que cabe no silêncio? Cabe o que não cabe em palavras, ainda que estejam na ponta da língua. Cabe o que não cabe em vocábulos, por mais que papel e caneta estejam ao alcance para apontá-los. O que cabe no silêncio? Cabe plano e pensamento. Cabe repouso e discrição. Cabe também uma mente trabalhando a todo vapor sua imaginação. Uma poesia silenciosa, repleta de linhas e entrelinhas do tremendo barulho guardado aqui dentro.
aqui e agora
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aqui e agora a estética do frio e do pensamento repleto de tantas e tantas ideias querendo nascer de mais e mais tarefas a se executar de poucas e poucas horas para se (re)fazer. busca no chá de camomila o aconchego junto ao pequeno recinto onde tem se isolado mas encontra no vinho branco de paladar baunilhado (?) um refúgio mutável aqui e agora.
seis anos depois
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Há seis anos atrás, eu escrevia esse texto aqui . Hoje, coincidentemente, vivi nosso reencontro. Foi em forma de lembrete, em uma rede social. Justo em uma seção onde raras vezes confiro o que posso ter compartilhado no passado. Acaso ou não, leio, releio, reflito e sinto. E é estranho e ao mesmo tempo satisfatório pensar no que vivia aos 21 anos. E é estranho e ao mesmo tempo curioso o significado disso tudo aos 27. É estranho. É satisfatório. É curioso. E é mais um montão de coisa que não cabe aqui. É curioso. É satisfatório. É estranho. Estar onde eu desejava estar, depois de tanto tempo. Mas, disso tudo, é unicamente satisfatório perceber que infinitos aspectos dali ainda permanecem. Questões continuam, como também me constituem. E certamente o desfecho para inúmeras delas serão encontrados ainda pelo caminho.
Postagem n° 199
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É pensamento que nasce no banho. É ideia que fica na névoa criada pela água quente. Se espalha pela umidade. Se fixa em cada gotícula em breve a ser enxugada. Segue pairando, tornando-se até mesmo visível quando o sol resolve invadir o recinto. Ao invés de escorrer ralo abaixo a fim de fluir por outro curso, a fim de desaguar bem longe, fica retida em meio aos cabelos, à espuma, ao perfume, em tudo. Ainda que seja pensamento, por um segundo é esquecido. Porém, no segundo seguinte vem à tona de novo. Imergindo e emergindo em mim.
I wish...
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All I know is that you're so nice You're the nicest thing I've seen I wish that we could give it a go See if we could be something I wish I was your favorite girl I wish you thought I was the reason you are in the world I wish my smile was your favorite kind of smile I wish the way that I dressed was your favorite kind of style I wish you couldn't figure me out But you always wanna know what I was about I wish you'd hold my hand When I was upset I wish you'd never forget The look on my face when we first met I wish you had a favorite beauty spot That you loved secretly Cause it was on a hidden bit That nobody else could see Basically, I wish that you loved me I wish that you needed me I wish that you knew when I said two sugars, Actually I meant three I wish that without me your heart would break I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake I wish that without me you couldn't eat I wish I was the last thing on your mind before y...
Insônia II
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Há dias em que esse despertar não dura muito. Há outros, porém, em que o sentido aguça. E hoje é um deles. Um sono fracionado, divido em mil pedacinhos. Ao abrir os olhos, a expectativa de já ser manhã Mas ao checar o relógio, é constatada mais uma interrupção no meio da madrugada. Ao abrir os olhos, um pensamento em mente E depois tantos outros que surgem logo na sequência. Ideias sobre os sonhos que vêm sendo sonhados. Reflexões sobre os sentimentos que têm sido sentidos. Indagações sobre tudo. Questionamentos sobre desejos que não acontecem. E ainda que os olhos se fechem, tudo isso segue insistindo insistentemente. Em suma, é isso mora aqui Na minha cama No meu travesseiro, lençóis e cobertores.
Ideal
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O ideal não existe. Não existe, mas ao mesmo tempo é. Idealmente paradoxal. No espelho do imaginário, o reflexo do ideal é fácil, vasto, bonito e bem delineado. No espelho da vida real, o reflexo do ideal é ilusório, difícil, distorcido e inatingível. Quem sabe esse apego pelo ideal seja natural, mas não é a única forma de fazer acontecer. Nisso tudo, talvez o ideal seria tudo o que é dito sentir, deixar de ser apenas verbo nas orações construídas, e finalmente tornar-se ação.
RITUAL
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Toda semana começa assim Como uma semana-incógnita Por mais que na agenda estejam apontados Os deveres Os lembretes E os compromissos dos dias. Apoiada em um cronograma, mesmo assim, a semana-incógnita com frequência foge do previsto. Há dias que foge por bem ou por mal. Há vezes que foge surpreendendo ou decepcionando. Há momentos que foge alegrando ou entristecendo. Varia. É imprevisível. E assim faz jus de ser chamada incógnita. Desse check-list diário, o ritual de acessar minhas descobertas da semana no Spotify é uma das poucas ações - ainda que não prevista em cronograma algum - que certamente irá ocorrer a cada princípio de semana-incógnita. E nessa ação de descobertas para os dias que se desenrolarão, algo que não sei explicar o que é, revela coisas. Melodias que naturalmente prendem minha atenção, Canções que se encaixam perfeitamente com o que - em parte - gostaria de ser dito Ou ao menos compartilhado com alguém. Tudo isso para dizer que minha semana-incógnita, De...
Insônia
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Eu penso por dias nas coisas que acontecem. Penso demais. Por isso, talvez esse seja um dos meus maiores defeitos. Ser pensante. Pensativa. E nesse exercício quase que involuntário de pensar, percorro madrugada a dentro. Tal como agora. Nem primeira, nem última. "Apenas" mais uma vez. Pensando em tudo. Pensando no Abril que se finda. Pensando em tudo que para ele havia pensado.
sexta-feira
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Noite e nenhuma diferença dentre as demais, se não fossem os monólogos travados há alguns dias. Dias, nem bons nem ruins, apenas dias. A cada 24h, discursos nascem. Surgem da necessidade de virar conversa, no entanto, viram apenas mais um registro nas páginas quadriculadas do velho conhecido caderno que possui minhas iniciais. E nesse confessionário, de toque aveludado ou seja lá o que for que nem mesma consigo descrever, a caneta de ponta fina e tinta escura, marca, registra e tinge cada quadradinho presente nas folhas amareladas, as quais ainda assim, são fortes o suficiente para garantir que não irão avariar a conversa-registro do dia anterior. Assim desliza, flui, percorre como se fosse substituir, porém miseravelmente, as inúmeras horas de diálogo um dia já realizado.
Tem
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Para mim, tudo isso tem cheiro, aroma e fragrância. E tem cidade, ponto de referência e caminho. Tem som, ruído e canção. Tem gosto, sabor e vontade. Tem dia, mês e ano. Tem cor, nuance e tom. Tem toque, tato e apego. Tem memória, registro e saudade Do que foi e do que é. E será? Tem nome, apelido e palavra. E tem texto Dos escritos aqui E dos que ainda estão na cabeça.
Extremidades
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"Hands" - Le Lihuai Extremidades que experimentam extremos. Experimentam a segurança do andar lado a lado, dado o amparo por entrelaçar extremos. Em contrapartida, na maioria das vezes trêmulas, experienciam um perambular solitário e incerto. Extremidades sempre frias quando soltas por aí ou pelo menos até o momento de encontrar a extremidade quente desejada para se assegurar. Orquestradas com a mente e o coração essas mesmas extremidades lidam com sentimentos extremos. Secam lágrimas. Afagam sorrisos. Memorizam gestos feitos por outros. Acariciam a saudade em meio a necessidade do toque. Destroem e constroem nos momentos de surto, plenitude, inquietação e calmaria, não necessariamente nessa ordem. Expõem e escondem o desejável e o inoportuno, não necessariamente conscientemente. (Des)tapam olhos, boca e ouvidos. Entrelaçam-se cada dia mais com isso tudo e o que manipulam é um paradoxo entre agarrar com força e escapar por entre os dedos. Em busca daquilo que não sabem...
horizontal
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Kimama A vida chama para fora dos sonhos. . A vida clama pela materialização de inúmeras vontades. . Convoca de variadas formas em alto e bom som. . Mas se ainda assim esse ruído passar despercebido, mas se ainda assim - por qualquer motivo - for impossível escutar, o pedido feito pela vida vira canção. . Assim sonho e canção, em uma simbólica tentativa, dão origem a suave melodia. (In)consciente composição feita na horizontal. . "Essa canção foi feita pra você (...) Por isso te digo Na horizontal"
Aba de rascunhos
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Na aba de rascunhos, um mundo guardado. Terreno protegido revelado aos poucos. E que quando decide vir à tona, vem em detalhes. Na aba de rascunhos, uma espécie de limbo dos pensamentos. Alguns completos. Outros por finalizar. Na aba de rascunhos os inquilinos são quereres, desejos e sonhos. Os quais, sobre a aba de rascunhos, Esperam de verdade viver fora dela.
Processo
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Há dias vem processando Tudo o que cabe no processo Por vezes com urgência Por outras, com latência. Até agora, Processo é paciência É resolução das coisas de fora E revelação do que rola aqui dentro. Processo é meio Daquilo que começou com a expectativa pelo melhor dos finais. Processo é nó Querendo desatar. Processo é chance De fazer diferente De viver diferente De sorrir diferente também.
Memorável
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Junho '94 Na caixa vermelha , guardada no topo da estante, moram lembranças. Algumas unicamente registradas, armazenadas e salvas ali, como um tesouro. Outras, por sua vez, com uma extensão para além do papel fotográfico. Memórias. Lembranças. Recordações. De pessoas. De momentos. Mas o que faz algo ser inesquecível? O que posso dizer é que hoje uma surpresa , assim de repente, se fez memorável . Sem roteiro ou controle. Mas extremamente simbólica, considerando os últimos tempos e acontecimentos. E nessa onda sobre criar novas memórias, Resgatar momentos passados Ou - lamentavelmente - esquecer episódios vividos, Aqui escrevo. Não importa qual o sentido isso terá, pois quero apenas aqui registrar uma memorável surpresa .
rara
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Assim se traduz Um verdadeiro misto de significados entre dois idiomas O que a tornam esquisitamente incomum Pelo o que sente Pelo o que é Pelo o que vive E pelo o que sonha também. E desde o seu nascimento já diziam Sensível, intuitiva, sonhadora e romântica Prática, objetiva, cética e crítica. Coexistência que para si mesma sempre gerou estranheza. Mas é assim, com o seu lado de vanguarda, moderno, diferente Como também no seu eu mais conservador, antigo e reservado Que se faz rara .
atento
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Ruas que falam. Avenidas que comunicam. Becos que dialogam. Uma geografia que reúne letras. Uma paisagem que forma palavras. Ao final, dão sentido e espaço para aquilo que necessita ser compartilhado. Por vezes, os habitantes encontram-se distraídos, desinteressados. Por outras, os moradores que passam naturalmente apressados, não percebem. Apesar disso, estão lá, pois ainda há esperança de existir alguém atento. Aveiro - Porto - Leiria
Frequências
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Ao longo dos dias, um frequente exteriorizar. Vão daquilo que é sentido, percorrem o que é vivido e se instalam no que é lembrado. Frequentes gatilhos que provocam a escrita, assim como tudo o que há aqui dentro. Mexido. Remexido. Frequentemente. Frequências? Inúmeras. A frequência acelerada que pode preceder um encontro. O pensamento que frequentemente teima em habitar outro lugar. O preenchimento dos minutos, horas e dias com conversas e risadas frequentes. A coincidência que só pode ser explicada pelas mentes sintonizadas na mesma frequência. Ao final - e ntre tempestades e dias claros - a frequente necessidade de estar aqui.
infiltrar
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Porto - 2014 É sentimento que flui por um caminho que conecta o peito à mente. Semelhante à água, é também difícil de conter. Tapam-se frestas, fecham-se rachaduras. Impermeabiliza-se tudo ao máximo possível. Ainda assim infiltra, enche, escorre e impregna sem a gente perceber. Ou, na maioria das vezes, mesmo percebendo não nos preocupamos em nos ensopar. Mas esse sentimento uma hora seca? Sim. Não. Talvez. Independente disso, terá valido muito a pena se molhar um pouco.
Trinta de janeiro
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20:49 Em tempo. Dia da saudade Sentimento que faz do peito um lugar perfeito para habitar. Algumas vezes, ocupando um canto. Em outras ocasiões, preenchendo tudo. Assim se faz presente, do dormir ao acordar. Frequente e insistente sentir. Onde não dizer nada é também falar sobre ela. Por isso, preciso dizer mais alguma coisa?
mind
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Minha mente borbulha. Meu caldeirão de ideias que normalmente se mantém em fogo baixo, de tempos em tempos, ferve . Pensa nas pendências, repassa lembranças, se perde entre o que foi sonho na noite passada e o que foi vivido no dia anterior. São 6:30 e ele borbulha, levantando fervura desde as 4:00. O único cuidado que tomo, porém na maioria das vezes falho, é não deixar transbordar. Kim Collister
Casa das flores
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Porto - 30.jan.2014 Cena de filme ou vida real? Ambos, talvez. Um frame do cotidiano. Observar e imaginar. Seria um pedido de desculpas? Uma delicadeza para o primeiro encontro? A gratidão por aquela ajuda no momento de atrapalhação? Um carinho espontâneo? Um ato para comemoração de uma data especial? O eu te amo materializado no gesto? Uma surpresa de aniversário? A parabenização por alguma conquista? Uma homenagem para alguém que partiu? Ou o simples desejo de colorir e alegrar um recinto cinzento? Indagações formadas pelos anseios vindos da minha cabeça. Deduções através da solicitação misteriosa que chega à pequena Maison des Fleurs. Por fim, aqui acabam as possibilidades. Só não se esgota o interesse em querer saber os desfechos dessa cena. P.S.: Resgatada do HD, uma recordação prestes a fazer aniversário. Lembro exatamente do dia em que realizei esse registro. Aconteceu nos últimos instantes da minha segunda ida à cidade do Porto/Portugal. Lugar que ganhou meu coraçã...
coastline
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O litoral tem disso. A paisagem que todos conhecem. A imensidão que todos também contemplam. Um velho conhecido que sempre encanta. Costa é também dicotomia. Zona de conforto para quem fica no raso, mas também via de entrada para quem se arrisca ressignificar. É desafio e oportunidade de ir profundamente. Seja naquilo que se é, por aquilo luta, a quem ama ou pelo que sonha. Basta escolher! É espaço variável. É ambiente flutuante. Conceitual e sentimentalmente falando. Vem em ondas. Oscilantes ondulações que impõem ora maré alta, ora maré baixa. Trazendo novamente à margem aquilo que foi dito um dia junto à extensa faixa de areia. Registro de um mesmo oceano. Momento de um outro hemisfério. "wipe the salt from my eyes" Mantaraybryn
Domingo
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Na simples bolsa transversal, carrega somente o mínimo. Celular, chave e identidade. Um espaço diminuto combinado à real necessidade das coisas. Sobre as rodas da bicicleta, constata carregar outras mais. Carrega a vida que tem. Por vezes, em certas vias, carrega também a mente vazia. Por outro lado, em determinadas curvas da cidade que percorre, leva pensamento e coração cheios daquilo que imaginou um dia. Para cima e para baixo com o que é prescindível. Para baixo e para cima com o que é indispensável. Passeia por caminhos que significam, onde por fim, percorrer o trajeto mais longo não a faz se importar grandemente com isso. É manhã de um domingo de verão. Quente, porém nublado. E sobretudo, ainda (in)certo.
Aqui
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Aqui. Espelho daquilo que sou ou já fui um dia. Reflexo daquilo que sinto, vejo, sonho e penso. E isso não é nenhuma novidade. Aqui. Lugar onde, há tempos, arrisco a me expressar. Do jeito que for E na hora também. Guardando memórias do agora para depois. E isso, do mesmo modo, não é novidade. Aqui, quem já fui um dia ( segue abaixo ) Aqui. Lugar onde, na mesma proporção temporal, tem predominado o seguinte questionamento: "Calar ou compartilhar?" Calar sentimentos e suas derivações? Ou compartilhar o misto entre eles presentes nas recorrentes lembranças, experiências, vazios e délicatesses ? Aqui, por fim, escrevo. Sobre mim. Um presente para quem lê e se identifica. Ou uma incógnita para quem lê e vai embora. Ao final, faço mais um questionamento. Nele, a habitual frase dos filmes de suspense ou similares "Tem alguém aí?"
Nascimento
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Ideias que surgem assim, de repente. Involuntárias como as batidas do coração. Nessa involuntariedade se fazem presentes. Geradas por estímulos. Nutridas por sentimentos. Surgem mostrando a insuficiência do meu interior em mantê-las assim, guardadas. É como se gritassem: "É necessário espaço!". Para elas e para outras. Assim, nascem . Nascem no papel ou na tela. Nascem no rabisco ou na foto tirada em algum lugar da cidade que já foi especial. Nascem inusitadamente. Hoje nasceu aqui. No meu bom, mas nem tão velho, caderno quadriculado. Cabe a ele então o registro. De tanto e muito.
um título sem título
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Entre a frequência de apagões. Entre o prazer das (re)descobertas. Entre a insistência das angústias. Entre a efemeridade das alegrias. Entre o que agrada e também desagrada. Entre a flexibilidade para novos hábitos e a permanência em pensamentos antigos. Entre passado, presente e futuro. Junto e misturado.
Sons do silêncio
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Aqui eles têm estado Há algumas semanas Muitos dias E incontáveis horas. De dentro para fora. De fora para dentro, manifestam-se. Através de melodias tocadas que, por consequência, tem me tocado ( para ouvir, clique aqui ). Por meio do ruído ao digitar o conjunto de palavras que emanam do pensamento e sua consequente ressonância em voz alta, na busca por sentido e forma para tudo isso. Silêncio que diz muito. Responde tanto. Mas que ao mesmo tempo deixa lacunas e imensos espaços em aberto, iguais aqueles presentes nas palavras cruzadas que por algum motivo (?) - fuga, dificuldade, desinteresse ou esquecimento - não conseguimos completar. E nesse momento, o temporal que chega de repente, depois de uma sequência de dias quentes, contribui para esse silenciar paradoxalmente barulhento. Interna e externamente. Silencia com a falta de luz, energia e cor. Mas quando o ar-condicionado apitar é sinal de que tudo voltou (ou quase tudo). O som, a luz, a energia... E ...
Paradeiro
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Chegada a noite, no seu pensamento, surge o seguinte questionamento: Para onde vão as coisas? Assim, reflete. Pensa um pouco. Raciocina um tanto. Lembra que na prateleira mais alta do armário, fora de vista, lá residem alguns registros. Verifica que no interior da antiga agenda, a qual exerceu esporadicamente seu verdadeiro papel no último ano, um detalhe encontra-se fixado. Explora seu email e constata ainda a existência de uma correspondência dentre as 2.220 mensagens na caixa de entrada. Examina as gavetas, vendo que nelas, outras se reúnem com os demais objetos metodicamente organizados. Sobre as materialidades, supõe que estas ocupam o espaço. E por ora, é isso. O que não significa trégua. A noite avança e as indagações dentro dela progridem: E quanto ao paradeiro dos sonhos roubados, dos desejos não realizados, dos planos incompletos? Para onde estes vão? Assim, reflete. Pensa um pouco. Raciocina um tanto. Novamente. Ao final conclui que, ...
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No trajeto, a analogia que emana a partir do que é visto. Na estrada, o elemento capaz de aconchegar a tudo e a todos prontamente sob sua sombra, dada imponência, graça, imensidão e compaixão características. No caminho, ao mesmo tempo, a solitude experimentada. Existente da manhã ao fim do dia, como também em meio as raízes crescentes que danificam o solo. Complexidades intrínsecas. Da figueira. E de muitos.